Cheques dentista devem ser alargados a diabéticos

A Ordem dos Médicos Dentistas quer que o programa do cheque-dentista seja alargado aos diabéticos, lembrando que é um grupo com riscos adicionais para problemas de saúde oral.

Fonte: DiabeteNet
29/7/2014 – tvi24.iol.pt – Ag. Lusa

Para o bastonário, Orlando Monteiro da Silva, na atual situação económica do país «deve ser ponderado o alargamento do programa a grupos de risco adicionais, como os diabéticos».

 

Cheques dentista devem ser alargados a diabéticos

Foto/Dentista (André Kosters/Lusa)

Para isso, Monteiro da Silva frisa ser necessário um «aumento da dotação orçamental» do programa, recordando ainda que há cerca de um milhão de diabéticos diagnosticados no país.

Apesar de a questão das verbas necessários para alargar os cheques-dentista ser uma decisão do Ministério da Saúde, o bastonário considera que se trata de «um investimento que permite uma racionalização de custos».

«Há uma relação enorme entre diabetes e saúde oral. A diabetes precisa de estar controlada para se ter uma boa saúde oral e vice-versa. É preciso um bom controlo da saúde oral, principalmente ao nível da gengiva e do osso, para que a diabetes não seja exacerbada», explicou à agência Lusa.

Monteiro da Silva reforça que não é possível haver um controlo efetivo da diabetes sem controlar a doença da boca e das gengivas.

O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, dos cheques-dentista, abrange já crianças e jovens que frequentam as escolas públicas aos 7, 10, 13 e 15 anos, bem como grávidas seguidas nos serviços públicos, idosos que recebem o complemento solidário e portadores de VIH/sida.

Conheca Viva Zero

Recentemente, a Entidade Reguladora da Saúde questionou a universalidade e equidade no acesso aos cheques-dentista, lembrando que ficam de fora crianças que frequentam escolas privadas e grávidas não seguidas nos serviços públicos.

Mais de 173 mil pessoas já receberam este ano cheques-dentista, com a maior fatia de beneficiários a ser a das crianças dos 7 aos 13 anos, segundo números oficiais da Ordem dos Médicos Dentistas.
Nos primeiros cinco meses do ano, 173.259 pessoas receberam cheques-dentista, com uma taxa de utilização total a rondar os 65%.

Os principais beneficiários são as crianças com 7, 10 e 13 anos das escolas públicas, que receberam já este ano mais de 120 mil cheques para usar em tratamentos dentários em consultórios privados.

Desde o início do programa, em 2008, cerca de 1,9 milhões de utentes tiveram acesso a cheques-dentista, com os quais foram realizados mais de 6,5 milhões de tratamentos.

Este Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral abrange crianças e jovens que frequentam as escolas públicas aos 7, 10, 13 e 15 anos, bem como grávidas seguidas nos serviços públicos, idosos que recebem o complemento solidário e portadores de VIH/sida.
Desde o início do programa, o número de beneficiários tem vindo sempre a aumentar, tendo superado os 413 mil no ano passado, com mais de 633 mil cheques emitidos e 408 mil efetivamente usados.

Segundo o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, os dados do programa mostram ainda que a severidade das lesões tratadas tem vindo progressivamente a diminuir, o que vai ao encontro dos objetivos.

Cerca de 60% das intervenções realizadas correspondem a procedimentos preventivos, como aplicação de selantes, com a incidência das cáries a apresentar diminuições consideráveis nas crianças, «o principal alvo» do programa.

Atualmente, são 3.305 os médicos dentistas a colaborar com o programa, que chega a mais de 5.500 clínicas e consultórios em todo o país.

O site Diabete.Com.Br avisa: As informações contidas neste site não se destinam ou implica a ser um substituto para aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Todo o conteúdo, incluindo texto, gráficos, imagens e informações, contidos ou disponíveis através deste site são apenas para fins informativos gerais. As opiniões expressas aqui são as opiniões de escritores, colaboradores e comentaristas, e não são necessariamente aqueles de Diabete. Com.Br. Nunca desconsidere o conselho médico profissional ou demorem a procurar tratamento médico por causa de algo que tenha lido ou acessado através deste site.