Consumo excessivo de carboidratos pode estar conectado a epidemia de diabetes e obesidade

O diabetes representa hoje um importante problema de saúde individual e populacional.

Fonte: diabetenet.com.br

Postado por: Jornal do Brasil

Em: 29 de fevereiro de 2016Consumo excessivo de carboidratos pode estar conectado a epidemia de diabetes e obesidade

O diabetes representa hoje um importante problema de saúde individual e populacional, não apenas pelo aumento global de sua frequência, em proporções epidêmicas, mas também pelas complicações debilitantes que pode desencadear, entre elas cegueira, insuficiência renal, amputações não traumáticas e doenças cardiovasculares. No Brasil, cresce a cada ano o número de pacientes e conforme indica dados divulgados pelo Ministério da Saúde, atualmente 13 milhões de pessoas têm diabetes no país.

Acompanhando este índice, o excesso de peso e obesidade também alcançam patamares alarmantes mundialmente. Além dos hábitos de vida e fatores genéticos, o que poucas pessoas sabem é que a alimentação desempenha um papel significativo tanto para reverter o sobrepeso, quanto para tratar e prevenir o diabetes. Em estudo publicado pelo Grupo Finlandês de Prevenção do Diabetes, pesquisadores demonstraram que a instalação do diabetes no adulto pode ser retardada, ou até mesmo evitada, através de mudanças alimentares e aumento de atividade física.

Especialistas explicam que o consumo excessivo de carboidratos e industrializados e a gradativa redução de gorduras saudáveis, proteínas, verduras e frutas do cardápio são alguns dos principais equívocos. Os produtos derivados do trigo, são os principais alvos do debate.

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Amplamente consumidos, segundo pesquisadores, esses alimentos são repletos de um açúcar chamado amilopectina, que eleva a glicose no sangue mais do que o açúcar comum. Essas elevações do açúcar no sangue, com o passar do tempo, leva a chamada resistência à insulina, condição inflamatória que predispõe a doenças como obesidade, diabetes tipo 2, pressão alta e triglicerídeos elevados.

Para o Presidente do Instituto Nacional de Estudos da Obesidade e Doenças Crônicas (INEODOC), o médico Patrick Rocha, a abordagem atual da medicina e nutrição para o diabético é muito problemática, pois foca no tratamento medicamentoso e ignora os estudos e evidências científicas mais atuais que tratam sobre hábitos que comprometem o tratamento. Segundo ele, o aspecto mais importante, tanto para a prevenção, quanto para o tratamento da doença é a alimentação.

“Pratica-se no Brasil uma alimentação de cinco décadas de atraso, com falta de orientação as pessoas sobre todos os aspectos que envolvem a saúde do diabético e pré-diabético. O tratamento de pacientes com diabetes não se trata apenas de prescrever medicamentos, mas também de uma educação alimentar e buscar ações preventivas.

Muitos pacientes tem seus casos agravados por falta de informação, o que os leva a aumentar cada vez mais a dosagem das medicações e a sofrer de diversas complicações”, destaca Dr. Patrick Rocha. De acordo com a Associação de Diabetes Juvenil são cerca de um milhão de crianças diabéticas no Brasil, e provavelmente, o que já aponta para o risco de uma epidemia de sobrepeso e obesidade em crianças.

Até alguns anos atrás, crianças e adolescentes apresentavam apenas Diabetes tipo 1, e nos últimos anos cresceu consideravelmente o número de casos de crianças e adolescentes que apresentam os dois tipos de diabetes.

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