Diabetes e Depressão

Na 59ª Reunião Científica Anual da ADA (American Diabetics Association), o Prof. em psicologia médica na “Washington School of Medicine” em St. Louis, o PHD Patrich Lustman, falou a respeito da incidência e repercussões da depressão em pacientes diabéticos. Pessoas diabéticas com depressão têm pior qualidade de vida, mais despesas com remédios, e mais complicações com doenças do coração.” Devido as interações psicológicas e comportamentais entre diabetes e depressão, cada uma fica com mais dificuldades de ser controlada, aumentando os riscos de doenças cardiovasculares, retinopatia diabética (causando cegueira, neuropatia, e outras complicações”. Os estudos do Dr. Lustman indicam que mais de 20% dos diabéticos sofrem de depressão. Ele examinou diabéticos tipo 2 e descobriu que a depressão impede um bom controle da glicose, isto porque as pessoas têm menos probabilidade de se cuidar. É possível também que o impacto hormonal da depressão, que afeta os níveis da cortisona, pode piorar a resistência da insulina. Todavia, na diabetes foi mostrado que um tratamento específico da depressão pode fazer a diferença no resultado da doença em si; porque tratando a depressão pode-se atingir ambos os resultados, psicológica e médica.

Na Universidade de Washington foi feito um estudo entre 44 pacientes com depressão e diabetes tipo 2 e em 44 pacientes que tinham somente diabetes.
Aqueles que tinham ambos (diabetes e depressão) tiveram resultados péssimos em qualidade de vida independente da severidade da diabetes. Estes pacientes tiveram efeitos profundos incluindo um mau funcionamento parental, baixa atividade física, e mais queixa de dores físicas. Com o tratamento tudo melhorou.

Em outro estudo na “Kaiser Permanente Center of Health Research” em Portland, os registros de 5.059 HMO, membros com diabetes foram comparados com idade e gênero juntamente com não diabéticos. A depressão prevaleceu mais no grupo diabético. Os pacientes depressivos eram mais jovens, a maioria eram mulheres e tinham outras doenças, tinham tendência a pesar mais, dificultando assim , o controle da diabetes.

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Provavelmente usavam insulina para controlar a diabetes em lugar de medicamentos orais. Além de tudo o custo anual de saúde para aqueles com ambas doenças (diabetes e depressão) eram os mais altos.

Estas pesquisas sobre depressão em pessoas com diabetes tipo 2 com idade menor de 65 anos, predominou fatores já esperados associados com saúde e relacionados com qualidade de vida. Os autores acharam que alguns estudos mostraram a correlação de depressão na diabetes tipo 2 maior que 30% , mas isso não é válido para todos os estudos.

Depressão em diabéticos foram associadas com manifestações depressivas anteriores a aposentadoria, tipo de tratamento e neuropatia sintomática. Houve controvérsias a respeito do papel da hiperglicemia. O estudo observou diabéticos tipo 2 e um grupo de indivíduos não diabéticos. Os diabéticos foram examinados para controle do metabolismo e complicações. De 381 indivíduos identificados com diabetes, 260 participaram do estudo. Os resultados indicaram que pessoas com diabetes tiveram uma média de 28,8% na escala de depressão, 2 vezes o que prevaleceu no outro grupo. Dos fatores relacionados da diabetes, a depressão foi associada com HBA1 maior que 9% e a combinação de agentes orais e insulina no tratamento. Em análises de regressão logística, a depressão em diabéticos foi associada ao divorcio, viuvez e a combinação no tratamento, ajustado ao tempo de duração da doença e a existência de doenças cardiovasculares.

Concluiu-se que a depressão é mais comum em indivíduos com diabetes tipo 2 do que na população em geral, e que é a maior responsável na qualidade de vida. A depressão foi associada com o mal controle da glicemia, e com divórcio ou viuvez, não com a duração da diabetes ou complicações do diabético. Os pesquisadores concluíram que tratar a depressão pode ser essencial para melhorar a qualidade de vida do diabético tipo 2.