Diabéticos têm 20% mais chances de desenvolver doença cardiovascular

Cardiologistas de todo o Brasil discutem no XXXV Congresso da SOCESP, que começou ontem em São Paulo, quais são as melhores estratégias para diminuir o risco de um paciente com diabetes desenvolver a doença cardiovascular (DCV).

Fonte: DiabeteNetDiabéticos têm 20% mais chances de desenvolver doença cardiovascular
SEGS – LUCHETTI NOTÍCIAS – SAÚDE
24/3/2014

Estudos epidemiológicos, a população diabética tem acima de 20% de chances de desenvolver a DCV que mata por ano, no Brasil, 344 mil pessoas. Segundo José Francisco Kerr Saraiva, diretor da SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, o diabético faz parte de uma população de alto risco para doença cardiovascular. “Embora assintomático, o paciente com diabetes possui o risco, em 10 anos, de ter um evento cardiovascular, como infarto ou AVC, comparável a um indivíduo não diabético que já tem doença cardíaca” explica o especialista.

A mesa “Prevenção Cardiovascular no Diabetes. O que funciona e o que não funciona?” apresentará que a redução de peso, a atividade física, o controle do colesterol, da hipertensão arterial, da glicemia e o abandono do tabagismo, são modificações mais importantes que o uso de alguns medicamentos para controle do diabetes. Já as medicações  para o controle do colesterol como as estatinas, por exemplo, mostraram através estudos clínicos, benefícios para pacientes diabéticos.

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Mesmo com a importância da utilização de medicamentos antidiabéticos para o controle adequado da glicemia, estudos clínicos bem conduzidos demonstraram que o controle  intensivo da glicemia não se apresentou eficaz, uma vez que, além dos efeitos colaterais, a  redução da glicose abaixo dos limites de normalidade (hipoglicemia), pode aumentar de forma significativa o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) entre outros eventos cardiovasculares.

Existem atualmente estudos em desenvolvimento, alguns deles já concluídos, buscando verificar se fármacos já aprovados para uso clínico  apresentam uma segurança cardiovascular adequada em populações diabéticas de muito alto risco que permitam de um lado controlar adequadamente os níveis de glicemia e de outro apresentar segurança a esse complexo grupo de pacientes.

José  Saraiva afirma que os cardiologistas precisam estar bastante atentos a essa população e tratá-la de forma mais contundente. “Isso significa melhor controle da glicemia, da pressão arterial e metas mais baixas do LDL colesterol (colesterol ruim), iguais àquelas  de pacientes que tiveram infarto, ou seja, LDL abaixo de 70mg/dl” conta Kerr Saraiva. “Controlar adequadamente os fatores de risco do paciente diabético é nosso maior desafio. Essas mudanças são fundamentais e trarão grandes benefícios para uma população de 7,6 milhões de brasileiros que sofrem da doença, segundo a Federação Internacional de Diabetes”.

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