Estudo conclui que mulheres com diabetes têm mais chance de desenvolver doenças coronárias

Estudo mostra que o risco cardiovascular é maior em mulheres com diabetes

Fonte: portaldebemcomavida.com.br

Pesquisa realizada pelas Universidades de Queensland, na Austrália e de Cambridge, na Grã-Bretanha, além do Instituto George para Saúde Global na Austrália, e publicada no periódico Estudo conclui que mulheres com diabetes têm mais chance de desenvolver doenças coronáriasDiabetologia (Revista da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes), mostrou que o diabetes influencia de forma negativa mais acentuada as mulheres quando comparada aos homens com a condição.

O estudo mostrou que o risco de indivíduos com diabetes sofrer uma doença coronária é 44% maior se este for do sexo feminino. O estudo também comparou mulheres com e sem a condição e concluiu que as representantes do sexo feminino com diabetes têm o triplo de chance de sofrer uma doença coronariana. Enquanto que a mesma comparação no sexo masculino mostrou que o risco duplica nos indivíduos com a condição em relação aos que não apresentam o diabetes.

A pesquisa foi feita com 850 mil indivíduos, compreendendo a revisão de 64 estudos feitos nas últimas cinco décadas. Segundo Sergio Atala Dib, endocrinologista, “as mulheres têm a tendência de ganho de peso principalmente após a menopausa, devido à diminuição principalmente do estrogênio e assim, ganham mais resistência à insulina”.

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Quando há diminuição do estrógeno, há um aumento no risco de desenvolver alterações nos vasos sanguíneos e comprometer a circulação sanguínea, e assim, aumentam os ricos da mulher ter doenças cardiovasculares. “Quando a representante do sexo feminino tem diabetes, este risco aumenta significantemente e quando esta entra na pós-menopausa, este risco se eleva consideravelmente, pois não há a proteção do estrógeno”, adiciona o endocrinologista.

As doenças coronarianas ocorrem mais frequentemente quando há bloqueio parcial ou total do transporte do sangue ao coração, devido ao acúmulo de gordura nas paredes das artérias. Fatores como idade avançada, histórico familiar, tabagismo, má alimentação, sedentarismo e obesidade influenciam para que haja mais risco desta mulher desenvolver problemas no coração.

De acordo com os pesquisadores Rachel Huxley, Sanne Peters e Mark Woodward, em matéria publicada no Portal Veja, no dia 23 de maio, “se os resultados forem confirmados, saberemos que implementar intervenções específicas para cada sexo no tratamento do diabetes poderá ter um grande impacto no risco de uma pessoa ter doença coronária”, dizem os autores”.

Fica mais uma dica, quanto maior o controle da glicemia, mais atividade física, além de ingestão de uma dieta balanceada, menor o risco do paciente desenvolver problemas cardíacos.

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