Sexualidade feminina e diabetes

Sabe-se que existe abundante informação sobre a sexualidade e os problemas sexuais dos homens com Diabetes, muito pouco há escrito sobre os efeitos do Diabetes na sexualidade feminina.

Assunto que requer muito estudo nesta área, esta informação ajudará a difundir conhecimentos para solucionar os problemas ocasionados pelo Diabetes na vida sexual da mulher.

Uma “resposta sexual normal“, tem quatro fases e etapas, que são:

· Desejo
· Excitação
· Orgasmo
· Finalização

sensualidade feminina· O desejo, também conhecido como libido, se refere ao interesse em sexo e com que freqüência sente-se vontade de ter relações sexuais? no lugar de que com que freqüência na realidade as têm ? Os pensamentos sexuais, as fantasias são manifestações de desejo.O desejo desencadeia as demais fases do ciclo. Ter relações sexuais quando na realidade não se tem desejo, pode afetar de maneira adversa as demais fases de uma resposta sexual normal. As primeiras sensações de prazer sexual físico anunciam o começo da seguinte fase: a excitação.

O sangue flui dentro dos “grandes lábios’ (As pregas nos genitais externos) e no clítoris (um órgão pequeno e sensível situado justo debaixo do osso púbico) fazendo que estes se dilatem.

Ao mesmo tempo, a vagina se expande e”solta” gotas lubrificantes. O ritmo cardíaco, a pressão sanguínea, a respiração e a tensão muscular aumentam, e algumas mulheres experimentam enrijecimento na pele. O nível de excitação continua até que chega ao .”orgasmo”.

No orgasmo, certas contrações rítmicas da área genital e anal, soltam ondas de prazer. Depois do orgasmo, todos os campos físicos da excitação sexual se revertem ao normal e vem una sensação de satisfação e relaxamento.. Se não há orgasmo, a finalização chega, porém mais gradual e lentamente.

Em um dos poucos estudos realizados sobre o efeito do Diabetes na sexualidade feminina, a mulher na pré-menopausa com Diabetes Tipo 1 (insulino-dependente) não tem maior acontecimento de problemas sexuais, comparado com mulheres não diabéticas. Sem dúvida, um maior acontecimento de problemas sexuais foi encontrado em mulheres com Diabetes Tipo 2 (não insulino-dependente). Estas mulheres experimentam menos desejo e o evitam com maior freqüência, além do mais tiveram mais dificuldade de lubrificação, de alcançar o orgasmo, maior incidência de dor durante as relações sexuais e menos satisfação que as mulheres sem Diabetes.

Uma possível explicação ao acontecimento de dor nas mulheres com Diabetes Tipo 2, é que estas mulheres são de mais idade que as mulheres com Diabetes Tipo 1, e com isto são mais susceptíveis a chegar a menopausa, que pode causar diminuição na elasticidade e lubrificação vaginal, o que pode trazer incômodos e tornar dolorosas as relações sexuais.
A terapia de reposição de estrógeno pode reverter estes efeitos da menopausa

Outra razão pode ser porque o Diabetes Tipo 2 aparece quando a mulher tem mais idade. Geralmente, depois que estabeleceu uma relação amorosa e padrões de estilo de vida, pode ser difícil para uma mulher ajustar a sua vida, todos os campos que requer o controle do Diabetes, achando que isto pode afetar a relação com o parceiro.

Apesar das mulheres com Diabetes Tipo 1 não serem mais susceptíveis a problemas sexuais comparadas com mulheres sem Diabetes, isto não significa que nunca experimentaram estes problemas. Alguns dos mais comuns na mulher são:

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Lubrificação insuficiente:

O problema sexual, relacionado com o Diabetes mais freqüente na mulher, é a diminuição da lubrificação vaginal. A lubrificação ocorre durante a fase de excitação, que é onde se expande a vagina na preparação do ato sexual. Se há uma falta de expansão junto a um ressecamento vaginal, o resultado é dor e irritação durante as relações sexuais. Existem muitos lubrificantes vaginais no mercado que podem ser utilizados para evitar estes incômodoss. Assegure-se de usar um à base de água; os produtos à base de óleo, não devem ser usados, devido a que estes não são absorvidos como os produtos à base de água e podem favorecer o crescimento de bactérias e a subseqüente infecção. Os gels lubrificantes podem ser inseridos dentro da vagina com um aplicador ou com o dedo, antes do ato sexual. Para casos de falta de lubrificação vaginal severa um supositório vaginal pode ser inserido antes das relações sexuais. Apesar destes produtos poderem ser adquiridos sem prescrição, é importante discutir previamente seu uso com o médico.

Incapacidade de alcançar o orgasmo:

O Diabetes não tem porque afetar a capacidade da mulher para alcançar o orgasmo. E mais, se você tem problemas para alcançar o orgasmo, o mais seguro é que o Diabetes não tenha nada a ver com isso. Aproximadamente, um terço das mulheres (com ou sem Diabetes) não podem alcançar o orgasmo durante as relações sexuais sem a estimulação direta do clitóris, seja com a mão, vibrador ou com ajuda de seu parceiro. Sem dúvida, um problema na fase de excitação, como por exemplo, lubrificação insuficiente (a qual está associada com o Diabetes) e que pode causar incômodo e dor, pode fazer com que diminua a resposta orgásmica. Uma diminuição na resposta orgásmica pode ser também motivar a diminuição no desejo, o qual pode ser afetado por fatores relacionados com o Diabetes. Os elevados níveis de glicose no sangue podem causar fadiga, o que traz como conseqüência a perda do desejo.

Infecções vaginais: As mulheres que constantemente tem elevados níveis de glicose no sangue (hiperglicemia) são mais propensas as infecções vaginais, as quais podem produzir incômodos e em conseqüência, o erro de evitar a atividade sexual. Algumas mulheres sentem que seus genitais não estão limpos, geralmente devido a fatores sociais ou culturais. Os anúncios publicitários de produtos de higiene feminina, ajudam a reafirmar este mito, porém na realidade os genitais saudáveis não requerem atenção especial para manter-se limpos. Por outro lado, as infecções vaginais podem produzir um desagradável odor, que pode aumentar a sensação de ansiedade fazendo que se evitem certos tipos de jogos sexuais. Uma vez mais, é importante recordar que os níveis de glicose no sangue bem controlados, ajudam a evitar as infecções vaginais.

Hipoglicemia: Muitas mulheres se preocupam porque podem ter uma taxa baixa de açúcar no sangue durante as relações sexuais, especialmente na época de ajustes iniciais do Diabetes. Pior ainda, em alguns casos os sintomas de hipoglicemia podem confundir-se com os de excitação sexual. Apesar da atividade sexual reduzir os níveis de glicose, não é uma grande causa de hipoglicemia. De toda maneira, é boa idéia monitorar sua glicemia antes e depois do sexo, anotando a hora do dia com respeito a hora do pico de ação da insulina, horário de refeição e a duração da atividade sexual. Todos estes fatores podem afetar os níveis de glicose e conhecendo a resposta de seu organismo ao sexo, pode liberar certas ansiedades a este respeito. Se necessário tome certas precauções, como, por exemplo coma um lanche para evitar hipoglicemia. Porém lembre-se que se seu nível de glicose está baixo, antes de ter relações, isto pode afetar sua habilidade de excitação.

Fonte: http://www.diabetesaldia.co
Tradução: Equipe Portal Diabetes