Sociedade de Diabetes critica governo por não incluir insulina mais moderna no SUS

A entidade reclama da falta de drogas para diabetes

Fonte: Folha de São Paulo
Um artigo da: Rede Nacional de Pessoas com Diabetes (rnpd.org.br)
22/9/2014 09:27:00

A Sociedade Brasileira de Diabetes critica a decisão do Ministério da Saúde, publicada no Sociedade de Diabetes critica governo por não incluir insulina mais moderna no SUS mês passado, de não incorporar na rede pública a oferta de uma categoria mais moderna de insulina usada no controle da diabetes tipo 1. Esse tipo de diabetes costuma ter diagnóstico na fase da infância e adolescência.

O foco da queixa da entidade é a rejeição, pela  (comissão da Saúde que chancela novas tecnologias no SUS), da oferta da insulina análoga rápida. A entidade defende que esse tipo de insulina melhora o controle do açúcar no sangue e é mais seguro porque reduz a chance de episódios graves de hipoglicemia.

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Segundo Walter Minicucci, presidente da sociedade, a insulina análoga age de maneira mais rápida que a insulina regular ofertada pelo SUS – começa a funcionar entre 10 e 15 minutos em vez de levar de 30 minutos a 1 hora.

O médico diz que a sociedade defendeu, junto ao governo, a oferta da insulina mais moderna para pelo menos três grupos: crianças de até 13 anos, grávidas que têm diabetes e pacientes com hipoglicemia que não têm sintomas. “Pedimos o mínimo necessário, mas o governo brasileiro optou por dar um tratamento de segunda linha para os diabéticos.”

Em seu parecer, a Conitec estima um custo de R$ 722 milhões para a oferta da insulina análoga rápida para 100% dos pacientes (cerca de 600 mil pessoas) durante cinco anos. Isso representa, segundo o próprio relatório, pouco mais do dobro gasto com o medicamento hoje ofertado.

Procurado, o Ministério da Saúde afirmou que o tratamento disponível “atende plenamente aos pacientes”. “Nenhum estudo aponta que as insulinas análogas são superiores nem demonstra que elas melhoram a sobrevida dos pacientes. Além disso, por ser um produto mais recente, encontra-se sob vigilância de pós-comercialização, não tendo segurança de longo prazo comprovada”, disse a pasta via uma nota. (Johanna Nublat)

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