Conseqüências do diabetes

Podemos prevenir as consequências do diabetes de um modo geral?

Fonte: starbem.com.brConseqüências do diabetes

É claro que sim. As complicações, no longo prazo, ocorrem geralmente quando se permite que os níveis de glicemia fiquem constantemente altos, durante muitos anos. Portanto, podem ser prevenidas quando detectadas a tempo e se for dada uma atenção toda especial ao controle de peso, às atividades físicas e à alimentação.

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Não importa o tipo de diabetes: a visão merece um olhar atento

O diabetes é a principal causa de lesões da retina (parte posterior do olho, onde a luz é focalizada e processada para que as imagens sejam enviadas para o cérebro) e, por conseqüência, uma das principais causas de cegueira em jovens adultos. É a chamada retinopatia diabética.

O excesso de glicose no sangue compromete os pequenos vasos sanguíneos que chegam até os olhos, principalmente à retina. Uma vez que esses vasos sejam impactados, a retina não terá mais energia para funcionar e a cegueira poderá ocorrer rapidamente. Por isso, é fundamental fazer o diagnóstico precoce de qualquer alteração.

Rins

O mau controle do diabetes, seja ele do tipo 1 ou 2, é a principal causa de insuficiência renal em todo o mundo. Para se ter uma ideia, de 40% a 50% dos pacientes submetidos atualmente à diálise apresentam nefropatia diabética.

Uma das funções dos rins é impedir que substâncias importantes para o organismo sejam eliminadas pela urina, dentre elas, a albumina, um tipo de proteína do sangue. Por essa razão, uma das maneiras mais características de se detectar o quanto os níveis excessivos de glicose estão afetando os rins é verificar se está ocorrendo perda inesperada de albumina na urina, mesmo que em pequenas quantidades. É a chamada microalbuminúria. Quando a microalbuminúria for percebida, é hora de intensificar o controle da glicemia.

Sistema nervoso

Níveis elevados de glicemia podem atingir qualquer nervo do nosso corpo e prejudicar suas funções. Esse outro efeito prejudicial da hiperglicemia é conhecido como neuropatia diabética, que pode se manifestar de várias maneiras.

Neuropatia periférica

Os nervos localizados na periferia do corpo, como as extremidades dos pés e das mãos, podem ser afetados pelo excesso de glicose no sangue, resultando em adormecimento, formigamento e sensação de queimação ou choque nas áreas atingidas e dor intensa, principalmente durante a noite.

Mais uma vez, alertamos para a importância do controle da glicemia. Se a hiperglicemia for constante, a neuropatia pode levar à perda de sensibilidade e fraqueza nos braços, mãos, pés e pernas. Nesse caso, os vasos sanguíneos dessas regiões podem estar sendo agredidos pela glicose elevada no sangue. Imagine não sentir quando alguma coisa machuca seus pés, mesmo que sejam os sapatos apertados, ou ainda ter problemas de cicatrização pela falta de boa circulação.

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A perda da sensibilidade nos pés, associada à má circulação em suas artérias, aumenta as chances de machucados sem que se perceba, com a formação de feridas que dificilmente vão cicatrizar. A esse conjunto de sintomas chama-se pé diabético.

As feridas de um pé diabético podem facilmente infectar-se por fungos e bactérias. Por isso, fique sempre muito atento e procure imediatamente o seu médico em caso de feridas para que ele avalie a sua saúde e indique a melhor conduta.

Neuropatia autonômica

A hiperglicemia não controlada, da mesma forma que pode afetar os nervos das extremidades do corpo, pode também atingir os nervos do sistema nervoso autônomo, que estimulam – independentemente da sua vontade – o funcionamento de órgãos como o coração, estômago, intestinos, bexiga e vasos sanguíneos. Uma vez afetados, esses nervos comprometem, por exemplo, o esvaziamento rápido do estômago (sensação de empachamento), podendo até ocasionar um infarto sem apresentar nenhum sintoma.

Sistemas cardiovascular

Cerca de 75% das pessoas com diabetes tipo 2 costumam apresentar doenças cardíacas,principalmente em função do processo de obstrução das artérias coronárias (responsáveis por levar sangue aos músculos do coração) causado pelo excesso de glicose no sangue.

A normalização dos níveis de glicemia pode reduzir o risco de ataques cardíacos (infartos do miocárdio) em até 50%, ainda mais se outros fatores de risco como altos níveis de colesterol, hipertensão e tabagismo também forem controlados.

A glicose pode afetar também as artérias que levam sangue ao cérebro. Pouco sangue no cérebro significa pouco oxigênio para suas células e, consequentemente, o comprometimento de suas funções em geral e alto risco de derrames.

Consequências crônicas

  • Confira abaixo as possíveis consequências crônicas do diabetes mal controlado.
  • Obstrução das artérias coronárias e acidentes vasculares cerebrais (derrames)
  • 2-4 vezes mais chances.
  • Causas de 65% das mortes entre diabéticos.
  • Hipertensão arterial
  • Presente em 73% dos diabéticos.

Cegueira

Principal causa entre adultos de 20 a 74 anos.

Insuficiência renal

Principal causa de insuficiência renal.
Responsável por 44% de todos os casos.

Europatias diabéticas

Atingem 60%-70% dos diabéticos.
Responsáveis por mais de 60% das amputações.

Complicações na gravidez

Defeitos congênitos no bebê em 10% dos casos.
Abortos espontâneos em 15%-20% dos casos.
Bebês muito grandes.

Problemas dentários

Risco duas vezes maior de periodontites em diabéticos.
1/3 dos diabéticos perdem fixação dos dentes nas gengivas.

Não importa o tipo de diabetes: o risco de acometimento da visão é extremamente preocupante!

O diabetes é a principal causa de lesões da retina (parte posterior do olho, onde a luz é focalizada e processada para que as imagens sejam enviadas para o cérebro) e, por consequência, uma das principais causas de cegueira em jovens adultos. É a chamada retinopatia diabética.

O excesso de glicose no sangue ataca os pequenos vasos sanguíneos que chegam até os olhos, principalmente à retina. Uma vez que esses vasos sejam destruídos, a retina não terá mais energia para funcionar e a cegueira poderá ocorrer rapidamente. Por isso, é fundamental fazer o diagnóstico precoce de qualquer alteração.

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