Diabetes e o colesterol

Há um novo estudo sendo realizado pela “United Kingdom Prospective Study”, a respeito dos fatores de risco da disfunção das artérias coronárias para diabéticos tipo 2.

Esse estudo mostra que 3055 pacientes com idade média de 52 anos, diagnosticados com diabetes tipo 2, foram acompanhados durante 9 anos. Desses, 335 desenvolveram doença nas artérias coronárias. Existiam fatores de risco acentuados nesse grupo. O mais importante foi a grande concentração do colesterol LDL e pouca concentração do colesterol HDL. Também em evidência: pressão alta, hiperglicemia e o fumo.

Há fatos interessantes que saíram em vários artigos da revista, à respeito do colesterol na população em geral. Um deles seria a conduta da dislepsia em adultos com diabetes. Você então terá algumas dúvidas que deverão ser discutidas com seu médico, para que sua saúde se mantenha o mais saudável possível.

Apesar da média do colesterol nos americanos ter baixado, ela ainda permanece no limite, isto é, 200 mg/dl. Apesar das pessoas estarem comendo menos gordura do que anos atrás, elas continuam obesas. Aquelas que tomam medicação para baixar o colesterol, acabam parando por inúmeras razões. Um dos motivos é que são poucos sintomas, e a maioria das pessoas tem  mais medo do câncer. Logo, elas não levam à sério o tratamento. Também por ser uma doença crônica, muitos ficam entediados ou decidem que têm maneiras melhores de gastar dinheiro do que em medicamentos caros.

É importante saber os números.

Se você é saudável, os números devem ser:

  • Colesterol Total: abaixo de 200 mg/dl
  • Triglicerides Total: abaixo de 200 mg/dl
  • Colesterol HDL: acima de 45 mg/dl
  • Colesterol LDL: abaixo de 130 mg/dl

Se você tem doença da artéria coronária:

  • Colesterol Total: abaixo de 200 mg/dl
  • Triglicerides Total: abaixo de 200 mg/dl
  • Colesterol HDL: acima de 35 mg/dl
  • Colesterol LDL: abaixo de 100 mg/dl

Em recente pesquisa genética, descobriu-se o gene chamado ABC que controla o colesterol HDL. Há esperança que nos próximos anos descubra-se um remédio que impulsionará a proteína que removerá o colesterol da parede das artérias e o transporte para fora do corpo por HDL.

Em outra pesquisa foi descoberto um gene chamado MTP, o qual aparentemente corta a produção do colesterol LDL. Há ainda outras pesquisas que provam que 10% dos casos de colesterol alto estão relacionados à função da tiróide ou hipertiroidismo. Um dos efeitos colaterais do hipertiroidismo é a elevação do colesterol LDL, mais conhecido como o colesterol “ruim”. O LDL elevado foi associado com disfunção da artéria coronária e disfunção vascular periférica.

Nos casos mais graves de hipertiroidismo, a doença causa uma séria elevação do nível do triglicerides. Estudos recentes mostram que todos pacientes com colesterol alto deveriam fazer testes para saber como está a função da tiróide pois, uma grande porcentagem dessas pessoas terá hipertiroidismo contribuindo com seu problema de colesterol.

Tratamento hormonal adequado baixará os níveis de colesterol dessas pessoas. Se o hipertiroidismo não for tratado poderá ocasionar permanente dano tanto às artérias coronárias, como à outros vasos sangüíneos. Sendo assim, é muito importante tratar o hipertiroidismo e monitorar os níveis de colesterol freqüentemente.

 

Há significantes fatores de risco responsáveis pelo colesterol alto. A maioria controlável:

Inatividade: Falta de exercícios pode  baixar os níveis do bom colesterol, o HDL.

Obesidade: Excesso de peso aumenta o nível de triglicerides e pode baixar o HDL

Dieta: Comer muita gordura contribui com o aumento do nível do colesterol. Mesmo as colesterol e diabetesgorduras poliinsaturadas são suscetíveis à oxidação e algumas vezes constróem as placas dentro das artérias.

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Há ainda outros fatores que contribuem para um colesterol alto:

 

Fumar: Estraga as paredes dos vasos sangüíneos tornando-os propensos a acumular  depósitos. Também baixa os níveis do HDL em até 15%.

Pressão Sangüínea Alta: Estraga as paredes das artérias facilitando o acúmulo de depósitos gordurosos.

Diabetes Tipo 2: Altos níveis de glicose no sangue (permanentemente) pode estreitar as artérias.

Histórico Familiar de Aterosclerose: Se um parente próximo (pais ou irmãos) desenvolveu aterosclerose antes dos 45 anos, os níveis de colesterol alto colocam em risco maior a adquirir a doença.

O papel do gerenciamento da isilepedemia em adultos diabéticos é especialmente importante para aqueles com diabetes tipo 2, porque a doença está associada com 2 de 4 dos principais riscos de disfunção coronária do coração. A relação entre diabetes não controlada com disfunção macrovascular ainda não está totalmente compreendida. A razão é que os pesquisadores acharam um grande risco de doença cardiovascular antes mesmo de diagnosticar o diabetes tipo 2. Isso leva a crer que é necessário uma pesquisa rígida em diabetes combinada com um melhor controle glicêmico. O padrão mais comum de dislepsia no diabetes tipo 2 é o alto nível de triglicerides e a diminuição dos níveis do colesterol HDL.

Sabe-se que o nível médio de triglicerides no diabético tipo 2 é < 200 mg/dl, e 85 – 95% dos pacientes têm níveis de triglicerides abaixo de 400 mg/dl.

Em termos de pesquisa para se entender a quantidade de lipídios e lipoproteínas como prognóstico de doença coronária no diabético tipo 2, o resultado ainda é pequeno. O que se tem conhecimento é que todos agentes responsáveis pela baixa da glicose baixam os níveis de triglicerides, todavia têm um efeito modesto em aumentar o HDL. O colesterol LDL pode diminuir modestamente (até 10 – 15%) com a realização do controle glicêmico.

Sendo que a melhora do controle glicêmico pode também baixar os níveis de triglicerides, pode causar uma mudança favorável na composição do LDL.

Em pessoas diabéticas os níveis de sangue considerados ótimos:

  • Níveis ótimos de colesterol LDL em diabéticos são < 100 mg/dl
  • Níveis ótimos de colesterol HDL em diabéticos são > 45 mg/dl
  • Níveis ótimos de triglicerides em diabéticos são < 200 mg/dl

Devido às freqüentes mudanças do controle glicêmico em pacientes diabéticos e seus efeitos nos níveis de lipoproteína, níveis de LDL, HDL, colesterol total, e triglicerides deveriam ser medidos em pacientes diabéticos tipo 2 anualmente. Em crianças com diabetes deve-se considerar medir lipoproteínas após os 2 anos.

Pacientes Diabéticos Tipo 1 que estão com bom controle glicêmico, tendem ter níveis normais de lipoproteína. Parece razoável que se os pacientes com diabetes tipo 1 têm níveis altos de LDL, devem ter o mesmo objetivo que o diabético tipo 2.

A revista ainda sugere que o controle glicêmico no diabético tipo 1 pode ser mais importante que no diabético tipo 2, para reduzir a doença das artérias coronárias. A revista conclui que um tratamento agressivo da dislepsia diabética poderá reduzir o risco de disfunção das artérias coronárias nos diabéticos.

A conclusão sobre tudo isso é saber os números e consultar seu médico para ter certeza que você tem o controle sobre sua saúde. Converse com ele como elaborar uma boa dieta e discuta as “boas”gorduras, óleos de peixe, carboidratos complexos, chá preto, vinho vermelho, produtos de soja e outros alimentos de seu interesse. Não faça dieta por conta própria porque todos alimentos têm calorias e você não necessita calorias extras.

Fonte: Diabetic Lifestyle Magazine