Mais de 6 milhões de brasileiros podem desenvolver Retinopatia Diabética

Hoje é o Dia Mundial do Diabetes. No mundo todo, cerca de 371 milhões de canada goose online shop pessoas possuem a doença. Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) mostra que o Brasil possui atualmente 13,4 milhões de diabéticos.

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Fonte: da edição de A Critica de Campo Grande
Quarta, 13 de Novembro de 2013 – 12:30Mais de 6 milhões de brasileiros podem desenvolver Retinopatia <a href=umbrella online sale Diabética” src=”http://diabete.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Mais-de-6-milhões-de-brasileiros-podem-desenvolver-Retinopatia-Diabética.jpg” width=”259″ height=”194″ />

O número é surpreendente, já que a estimativa é que teríamos cerca de 12,7 milhões de brasileiros diabéticos somente no ano de 2030. O Brasil passa a ser o quarto país do mundo em número de diabéticos atrás apenas da China (92,3 milhões), Índia (62 milhões) e Estados Unidos (26,1 milhões).

 

Entre as consequências está o desenvolvimento da Retinopatia Diabética (RD), que afeta os olhos e pode provocar lesões graves e até perda total da visão. Existem duas formas de retinopatia diabética: exsudativa e proliferativa. A exsudativa ocorre quando as hemorragias e as gorduras afetam a mácula, necessária para a visão central, que é a utilizada para a leitura, por exemplo.

A proliferativa surge quando a doença dos vasos sanguíneos da retina progride, proliferando novos vasos anormais, chamados “neovasos”. Estes novos vasos são extremamente frágeis e também podem sangrar. Além do sangramento, os neovasos canada goose outlet online podem proliferar para o interior do olho causando graus variados de destruição da retina e dificuldades de visão.

Porcentagem

Ao fim de 15 anos a RD está presente em 97,5% dos diabéticos tipo 1 (67,5% na forma proliferativa) e em 77,8% dos diabéticos tipo 2 (15,5 % na forma proliferativa). O edema macular está presente ao fim de 20 anos em 29% dos diabéticos do tipo 1 e em 28% dos diabéticos tipo 2.

Entre os fatores de risco estão a duração da diabetes, a idade, o valor da hemoglobina glicosilada e a tensão arterial. “O que constatamos é que a RD é reflexo do descaso e do descontrole do tratamento do diabetes, causados pelo sedentarismo, má

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alimentação, tabagismo e hipertensão.

Controlando todos estes fatores, o risco de desenvolver retinopatia diabética cai 50%”, afirma Sérgio Kniggendorf, sócio e chefe do departamento de Retina e Vítreo do Hospital Oftalmológico de Brasília.

Do início

Se a Retinopatia Diabética é identificada logo no estágio inicial, opta-se pelo tratamento com laser, que evita o progresso da doença e o surgimento de novos vazamentos. Em fases mais agudas, é necessário complementar o tratamento com injeções aplicadas no próprio globo ocular, a cada 30 dias, durante três meses.

As injeções favorecem a absorção de sangue e gordura infiltrados e corrigem o dano. Outra possibilidade é a fazer a vitrectomia, uma microcirurgia que remove a hemorragia juntamente com o líquido vítreo (gelatina que preenche o olho), substituindo-o por outro líquido semelhante e transparente.

“Como a Retinopatia Diabética é silenciosa, não provoca dores, o paciente não percebe que está doente. Em geral, o sintoma mais comum é a vista embaçada, que ocorre progressivamente e, às vezes, subitamente pela hemorragia vítrea. A perda visual pode ser um sintoma tardio. Por isso, o melhor tratamento da Retinopatia Diabética é a prevenção através de consulta oftalmológicas regulares”, explica Kniggendorf.

Entretanto, é preciso alertar que todos os segmentos do aparelho visual podem ser afetados. Começando pela superfície ocular, que com a diminuição da sensibilidade da córnea pode ter propensão para o aparecimento de ceratites, úlceras neurotróficas e defeitos epiteliais persistentes.